Sábado, 14 de Junho de 2008

GUIA DE HIGIENE ORAL (*) - PARA UM SORRISO PERFEITO

  

SEM MEDO DE SORRIR
 
 
 
Todas as manhãs escova os dentes à pressa, preocupado com os ponteiros do relógio que teimam em avançar. Um almoço hipercalórico, um bolo ao lanche e um jantar pesado encarregam-se de alimentar, também, as bactérias que habitam na sua boca. Para finalizar, à noite está tão cansado que lava os dentes em trinta segundos…
E é assim que, dia após dia, a sua higiene oral vai sendo descurada, com repercussões várias. É que o espelho do seu sorriso é igualmente, o reflexo do seu bem-estar. Para que reveja as suas prioridades, preparamos-lhe um manual sobre higiene oral: desde a técnica de escovagem correcta, às doenças que atingem as gengivas, ao mau hálito, ao tipo de alimentação mais adequado para a saúde dos dentes, até aos erros que teimamos em cometer. Sem esquecer, claro, o “abc” da higiene oral para as crianças. Aprenda connosco, pelos seus dentes…
 
O PESO DA HIGIENE ORAL
 
            Já não faz sentido, nos dias de hoje, enfiar a cabeça na areia como a avestruz, quando o assunto é “dentes”. Isto porque o progresso científico e tecnológico permite que a manutenção e o tratamento dos dentes seja cada vez mais fácil e indolor. No entanto, depende de si desenvolver uma boa higiene oral, acompanhada por uma alimentação equilibrada, pela quebra de hábitos nocivos, como o tabagismo e o alcoolismo e por consultas regulares ao estomatologista.
            O objectivo primordial de uma higiene oral é bem conhecido e consiste na remoção da placa bacteriana, uma película que se acumula na superfície do dente e que, se não for “expulsa”, poderá conduzir à cárie e às doenças da gengiva.
            No entanto, não é só… Uma higiene oral precária pode ser um factor de risco no controlo de doenças crónicas como a diabetes, doenças cardiovasculares e artrite reumatóide, podendo transformar-se num foco agravante de outra patologia já existente.
 
SEGREDOS DA ESCOVAGEM
 
            Alguma habilidade aliada à persistência e um sorriso brilhante estará ao seu alcance. Ao contrário do que possa pensar, não precisa de uma escova “aerodinâmica”, mas apenas de um “instrumento” que cumpra os requisitos: tenha uma cabeça pequena, pêlo macio e um cabo fácil de manusear. Atenção que, após alguns meses de utilização da escova, quando os pêlos apresentarem um aspecto desalinhado está na altura de a substituir.
            Recorrer a uma escova eléctrica é sempre uma opção e esta pode ser útil para quem tem dificuldades motoras, já que envolve um esforço menor.
            Quanto à técnica em si, só requer dois minutos e consiste em escovar os dentes seguindo pequenos movimentos circulares, de modo a atingir a totalidade do dente, sem esquecer todas as faces e um bocadinho da gengiva. Fácil, não é verdade? Não se assuste se a gengiva sangrar, mas considere que é um aviso: ou seja, o sinal de alarme que a placa bacteriana não estar a ser removida eficazmente. Assim, deve tentar aperfeiçoar a sua técnica e não deixar de escovar a zona da gengiva em causa. Se o problema persistir deverá consultar um Médico Dentista ou Estomatologista.
 
PASTA DE DENTES E FIO DENTÁRIO
 
 
 
 
 
            Neste campo, a quantidade não é sinónimo de qualidade – ou seja, a porção de pasta que coloca na escova deve ser do tamanho da unha do seu dedo mindinho (ou seja, sempre proporcional ao seu crescimento). Opte por um dentífrico que contenha flúor. Atenção, porque se optar por uma pasta fluoretada, os comprimidos ou gotas de flúor são desnecessários, já que o flúor, quando administrado em excesso, poderá pigmentar os dentes.
            Para a sua higiene oral esteja completa, não deve prescindir da utilização do fio dentário, útil para a população em geral e indispensável para quem tem doenças das gengivas.
            O uso correcto permite remover a placa bacteriana e os restos de comida de zonas a que a escova não chega facilmente. A operação “fio dentário” processa-se do seguinte modo: pegue em cerca de 50 centímetros de fio e enrole a maior parte dos dois dedos indicadores, deixando uma porção de fio esticado entre os dois dedos. Desta forma, oriente o fio para cima e para baixo, fazendo-o deslizar suavemente entre os dentes, repetindo este gesto algumas vezes e utilizando porções limpas de fio dentário, à medida que vai passando de um dente para o seguinte.
 
O PODER DOS ELIXIRES
 
 
 
            A par de uma escovagem correcta e da utilização do fio dentário, os elixires orais contribuem para o combate da placa bacteriana, para a redução da formação de tártaro e previnem o mau hálito e as doenças das gengivas. No fundo, o que a escovagem começa em termos de saúde oral, os elixires acabam. Existem várias modalidades de elixires, com acções específicas, para bochechar, para gargarejar ou para aplicação tópica: há aqueles que actuam ao nível da prevenção; as soluções anti-sépticas, indicadas para quando ocorrem infecções da boca e da garganta, aftas, situações de halitose e, também nos cuidados pré e pós-operatórios que envolvem uma cirurgia dentária. Existem também soluções de aplicação tópica que são recomendadas em estados infecciosos, inflamatórios e dolorosos da orofaringe, desde anginas, laringites, traqueítes, amigdalites, faringites, entre outras patologias.
            Com sabores diversos como menta, mentol ou hortelã, estes elixires proporcionam uma sensação de frescura e funcionam como aliado importante nos cuidados de higiene oral globais.
 
ATENÇÃO À ALIMENTAÇÃO
 
 
            É mais do que sabido de que os doces são veículo, por excelência, para o desenvolvimento da cárie e de doenças da gengiva, mas não só. A permanência dos restos de alimentos na nossa boca, durante algum tempo, promove o aparecimento de cáries, isto acontece porque as bactérias que habitam na nossa boca transformam o açúcar e os amidos num ácido que destrói o esmalte do dente e provoca as cáries e as doenças das gengivas.
            E, se a escovagem é crucial para remover os restos de alimentos e impedir que as bactérias façam um “banquete”, também deve ter atenção ao que come. É que uma má nutrição leva a que o nosso sistema imunitário fique fragilizado, o que, por vezes, abre caminho a uma maior probabilidade de se desenvolverem complicações ao nível da gengiva (como é exemplo o desprendimento dos dentes).
 
Dieta “pró-dente”
            Há muito que os estudiosos reconheceram que existe um elo estreito entre uma dieta nutritiva e uma boa higiene oral. Uma alimentação variada é essencial para a saúde dos dentes e, como tal, devemos procurar ingerir, diariamente, cereais, fruta, vegetais, peixe, carne, leite, queijo e iogurtes.
            As refeições completas são menos nocivas para os dentes, pois a combinação dos vários alimentos permite que seja libertada uma quantidade maior de saliva, a qual ajuda a fazer uma espécie de limpeza da boca, atenuando a acção dos ácidos. Dentro deste contexto, é igualmente importante evitar os “petiscos”, as guloseimas e os refrigerantes fora do almoço ou do jantar. Assim, opte por, se tiver fome entre as refeições principais, ingerir uma peça de fruta, um iogurte natural, vegetais crus ou queijo, pois estes constituem uma alternativa saudável para períodos em que, geralmente, não escovamos os dentes. Beber muita água ao longo do dia em prol da saúde oral é, um conselho fornecido pela American Dental Association (ADA).
 
AS GARRAS DAS CÁRIES
 
            É uma das afecções humanas mais comuns e que, se não for tratada, pode conduzir à extracção do dente. Para que a cárie ocorra tem de existir um ambiente propício, com determinado tipo de bactérias (o streptococus mutans é a mais comum) e a permanência, na boca, de açúcares e de amidos. Também se pode dizer que um dente mais propenso à cárie é aquele que não é alvo de uma escovagem correcta, tem pouco flúor e possui orifícios ou brechas que permitem a acumulação da placa bacteriana.
            As cáries dentarias são, então, as áreas do dente que perderam substância, devido a um processo em que as bactérias atacam os restos de alimentos e produzem um ácido que vai dissolvendo, gradualmente, o esmalte do dente e penetrando no interior do mesmo.
 
Tipos de cáries
             Existem quatro tipos de cáries: a cárie de superfície lisa, que tem um desenvolvimento muito lento e é facilmente evitável e, também, reversível; a cárie de orifícios e fissuras que afecta os dentes permanentes e avança rapidamente; a cárie de raiz, considerada como a mais difícil de evitar, inicia-se no tecido ósseo que cobre a raiz do dente, quando esta fica exposta pelo retrocesso das gengivas. Em geral afecta pessoas de meia-idade ou idosos e resulta, muitas vezes, da dificuldade em limpar as zonas perto da raiz e, simultaneamente, na ingestão continuada de alimentos ricos em açúcar.
            Por ultimo, existe a denominada cárie no esmalte que, ao trespassar a camada externa do dente, penetra na dentina, camada mais suave e menos resistente, avançando para a polpa dentária, zona em que se encontram numerosos vasos sanguíneos e nervos, desenvolvendo-se para uma cárie da raiz, a qual pode destruir em pouco tempo a estrutura do dente.
 
Sintomas mais frequentes
             Quem nunca foi vitima de uma dor de dentes provocada por uma cárie, que levante o braço… Isto porque a dor é um dos sintomas de que a cárie atingiu a dentina e pode surgir quando se ingere algo frio ou doce – no entanto, apesar de desagradável a dor indica que a polpa ainda está sã e, se consultar o medico dentista ou o estomatologista nesta fase, a cárie ainda pode ser tratada e o dente voltar a ser funcional. Por outro lado, se a cárie se aproximar muito da polpa ou atingir esta, a dor surge mesmo sem nenhum estímulo ou persiste durante algum tempo após este ter ocorrido. Quando a polpa dentária morre, a dor pode cessar temporariamente, mas reaparece de modo agressivo, já que a inflamação se propagou causando uma acumulação de pus – abcesso - , que pode atingir a zona da gengiva.
 
Apostar na prevenção
             É essencial escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia e não esquecer a utilização do fio dentário, já que se a escovagem com uma escova adequada e um dentífrico certo previne a cárie que se forma na parte lateral dos dentes, o fio dentário atinge os espaços entre estes. O uso de elixires adequados pode completar este triunvirato de luxo que a ciência pôs ao serviço da sua saúde oral.
            Ter uma dieta equilibrada, evitando a ingestão de açúcares entre as refeições principais e preferindo alimentos mais nutritivos e … inofensivos, é fundamental para evitar as cáries. Obviamente, as visitas regulares a um médico dentista ou estomatologista são essenciais na manutenção de uma boa higiene oral na prevenção e na detecção das cáries.
 
VIVER SEM AFTAS
 
 
 
            Este tipo de irritação na boca, apesar de muito comum pode interferir na mastigação e, mesmo, na fonética. As úlceras aftosas caracterizam-se por serem pequenas feridas ou inchaços de cor esbranquiçada que rodeiam uma área de cor avermelhada e que ocorrem no interior da cavidade oral. Não se sabe exactamente o que as provoca, mas crê-se que estejam associadas a alterações do sistema imunitário e/ou à acção de vírus (herpes). Podem também estar na sua origem factores genéticos ou ligados ao estilo de vida, tais como o stress, o tabagismo, ou por carência de determinado mineral ou vitamina, e ainda algum tipo de alergias.
            Embora as aftas tendam a desaparecer no espaço de cerca de uma semana é vulgar que reincidam. Para atenuar a sensação de desconforto e acelerar o processo de cura podem utilizar-se analgésicos e produtos de aplicação tópica. Também pode ser útil bochechar com uma solução anti-séptica e elixires existentes para o efeito.
 
GENGIVAS DOENTES
 
 
 
 
 
 
            Umas gengivas saudáveis caracterizam-se por aderirem à volta dos dentes, serem firmes e não sangrarem. Quando as gengivas sangram, de forma persistente, apesar de estarmos a realizar a escovagem de modo adequado, é sinal de que existe um tipo de complicação.
            A nível geral, a doença da gengiva, é uma inflamação que pode desenvolver-se afectando em última análise o osso que serve de alicerce aos dentes. A origem desta patologia reside na acção de bactérias que formam a placa bacteriana que, quando não é removida, pode levar à infecção dos dentes, da gengiva, do tecido gengival e do osso. Como consequência última (no caso da periodontite avançada) os dentes podem criar mobilidade, cair ou terem de ser extraídos. A doença da gengiva tem repercussões na saúde geral.
 
Sintomas de alerta
             A doença da gengiva é mais comum nos adultos e, se for detectada na sua fase inicial, pode ser facilmente tratada. É importante, por isso, estar ao corrente dos outros sintomas que a denunciam: gengivas inchadas, avermelhadas ou moles; gengivas que parecem estar afastadas dos dentes; pus entre os dentes e as gengivas; mau hálito; modificações no posicionamento dos dentes…
            Tal como referimos, se o problema for atacado precocemente, é reversível através de uma escovagem eficaz, da utilização do fio dentário e do uso complementar de elixires orais. No entanto, se as queixas persistem, deve consultar o seu Médico Dentista, que procederá a uma destartarização (para remover a placa bacteriana que se acumulou acima e abaixo da linha da gengiva e que se transformou em tártaro) ou tratamento específico, conforme o grau de evolução da doença.
 
GUERRA AO MAU HÁLITO
 
 
            As causas de mau hálito prendem-se, na sua grande maioria, com uma higiene oral deficitária. Passamos a explicar: os alimentos que ingerimos são decompostos por bactérias e, desse fenómeno, libertam-se gases que estão na génese do odor desagradável.
            Ao não escovarmos os dentes correctamente e ao negligenciarmos a escovagem da língua e das gengivas, estamos a deixar que a placa bacteriana se vá acumulando, produzindo o mau hálito. Também uma halitose temporária pode ser originada pela ingestão de alimentos como o alho ou a cebola, cujo odor é libertado através dos pulmões e permanece no nosso organismo ao longo de cerca de 72 horas.
            Existem outros factores de risco para a halitose, como o tabagismo e o álcool, a toma de sedativos, anti-depressivos, diuréticos ou fármacos anti-hipertensores. Tratamentos de quimioterapia ou de radioterapia, sinusite, faringite, alguns tipos de cancro, diabetes, insuficiência renal, perturbações digestivas ou doenças do fígado também pode causar mau hálito.
           
Hálito sempre fresco
             A escovagem eficaz dos dentes, abrangendo o céu da boca, a língua e as bochechas, e a utilização do fio dentário, são armas de prevenção fundamentais. O uso de elixires orais, um deles possuindo mesmo óleos essências e só vendido em farmácias, é outra das opções que se encontram à disposição de quem sofre deste problema. A redução de consumo de café, de bebidas com cafeína ou alcoólicas, de carne e de tabaco é aconselhável, assim como o aumento da ingestão de água e do número de refeições, para estimular o processo de salivação. É importante que não “salte” o pequeno-almoço com a intenção de manter os efeitos da escovagem matinal – é que o mau hálito tende a reaparecer! As pastilhas elásticas sem açúcar podem auxiliar a combater o mau hálito, pois estimulam a salivação. Para quem costuma sentir a boca seca, sugere-se que ingira maçãs e cenouras.
            Consultar um Médico Dentista ou Estomatologista é importante, pois este poderá ajudá-lo a resolver o problema. No entanto, se o mau hálito persistir, poderá ser necessário recorrer a um otorrinolaringologista ou um gastrenterologista.
 
DEZ INIMIGOS DA HIGIENE ORAL
 
 
 
            Para que este suplemento não seja esquecido à primeira distracção, fizemos um “apanhado” dos erros mais comuns que prejudicam a higiene oral.
 
Escova de pêlo duro
A escova deve ter cabeça pequena e pêlo macio, pois o objectivo não é desgastar a superfície dos dentes, mas sim remover os restos dos alimentos, impedindo que se forme a placa bacteriana.
 
Força excessiva
            Lembre-se também que se, ao lavar os dentes, aplicar uma “energia” excessiva, pode ferir as gengivas e danificar os dentes, pelo que deve optar por uma escova que tenha um cabo fácil de manusear e que o ajude a ser mais hábil, mas não agressivo.
 
Escovar longitudinalmente
            Este gesto vai contribuir para a erosão dos dentes. Deve executar movimentos circulares de pouca amplitude escovando dois dentes de cada vez, iniciando e terminando o movimento no mesmo ponto, ou aplicando a parte activa (pêlos) da escova a 45 graus com o plano da gengiva que contorna os dentes, rodando-a de seguida cerca de 180 graus, afastando-a e rodando outros 180 graus no sentido oposto por forma a aplicá-la de novo no plano da gengiva que bordeia os dentes a 45 graus, e assim continuadamente, tal e qual um remador a manejar o ser remo. Todas as faces do dente tem de ser escovadas, pois mesmo a zona que não está exposta ao “público” também faz parte do dente pelo que não está imune às cáries e tem que ser escovado.
 
Negligenciar a zona das gengivas
            Também tem que ser abrangida pela escovagem e, se sangrar ligeiramente, significa que não está a executar uma escovagem eficaz, pelo que deve aperfeiçoar a sua técnica. Insistindo na escovagem dessa porção de gengiva.
 
Escova de dentes “eterna”
            Deve trocar de escova quando os pêlos estiverem desalinhados ou deformados, e tal varia de pessoa para pessoa, o que pode variar em média entre 3 ou vários meses por ano.
            Para uma maior conservação da sua escova deve evitar lava-la com jacto de água muito quente e também colocar a parte activa (pêlos) no sentido do jacto de água e nunca virados para o jacto.
 
Não escovar a língua
            Pode parecer estranho mas ao escovar suavemente a língua, estará a remover as bactérias e a promover o bom hálito.
 
“Saltar” a escovagem nocturna
            Faz mal, faz! A placa bacteriana acumula-se, favorecendo o aparecimento das cáries e das doenças das gengivas. É quanto a nós a escovagem mais importante do dia.
 
Partilhar a escova de dentes
            Ao fazê-lo está, igualmente, a partilhar bactérias. A escova de dentes é pessoal e intransmissível. Já existem, no mercado, escovas de dentes descartáveis, para situações de emergência. Nesta situação enquadramos a forma usual de meter as escovas à ”molhada” dentro de um copo de água nos quartos de banho.
 
Comer doces entre as refeições  
            Erro crasso, que potencia o aparecimento das cáries dentárias, já que os açúcares são o combustível preferido pelas bactérias da placa bacteriana que, ao degradarem os dentes, estão a produzir ácidos que destroem o esmalte e as restantes estruturas do dente.
 
Esperar que surja a cárie
            Deve-se consultar o Médico Dentista de forma regular – pelo menos de seis em seis meses – pois é a única forma de detectar atempadamente as cáries e os problemas das gengivas, numa fase em que o tratamento é mais fácil, rápido, indolor e menos dispendioso.
 
AS CRIANÇAS E OS DENTES
 
 
 
 
 
            Qualquer pai que se preze deve preocupar-se em incutir os filhos hábitos correctos de higiene oral. Assim, é aconselhável que a primeira visita ao Médico Dentista/Estomatologista tenha lugar entre os seis e oito meses de vida.
            Uma boa higiene oral impõe-se desde o aparecimento dos primeiros dentes. A primeira dentição ou “de leite”, apesar de temporária, prepara o terreno para a erupção dos dentes definitivos e não pode ser descurada. Assim, esfregue os dentes, a parte interna da boca e a língua da criança com uma compressa embebida em água fervida. Também pode utilizar uma escova “júnior” e de pêlo macio, procedendo a uma lavagem delicada, uma vez ao dia, e aplicando uma quantidade mínima de pasta de dentes. A criança deve cuspir o excesso de pasta que fica na boca, e enquanto não for capaz de o fazer, os adultos devem remover os resíduos com uma compressa. A escova deve ser substituída entre 3 a 4 vezes por ano, dependendo a frequência do seu estado e deformação.
 
Da técnica às guloseimas
            A partir dos dois anos a escovagem deve ser feita duas vezes ao dia – de manhã e ao deitar. Até aos seis ou oito anos os pais devem supervisionar a tarefa, altura em que os mais pequenos já conseguem lavar os dentes adequadamente. A quantidade de pasta a aplicar na escova deve continuar a ser mínima, não ultrapassando o equivalente ao tamanho de uma ervilha. Também deverá ser ensinado à criança como utilizar o fio dentário para limpar os espaços entre os dentes.
            A par de uma higiene oral adequada, a alimentação deve ser equilibrada e o consumo de doces limitado ao mínimo. O perigo não é o doce de vez em quando no final das refeições, mas sim as guloseimas e os “petiscos” ao longo do dia.
 
Importância do flúor
            O flúor ajuda os dentes a serem mais resistente, tornando o esmalte imune à acção das bactérias. No entanto, não deve cair no exagero e, se a pasta da criança é fluoretada, é dispensável a suplementação de flúor sob a forma de comprimidos ou de gotas. É que a administração excessiva deste mineral pode provocar o aparecimento de pequenos pontos brancos nos dentes, se estes ainda estiverem em formação (em crianças com idade inferior a seis anos).
 
 
 
* Extraído do “Guia de higiene oral” da Pfizer Consumer Healthcare
 
 
publicado por clinicadrsilvioribeiro às 16:18

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