Domingo, 15 de Novembro de 2009

INVOLUÇÃO DA SAÚDE ORAL NO SNS

  

“A Saúde Oral é indiscutivelmente um elemento decisivo no bem estar geral das populações e a atitude de compartimentalização, que envolve uma visão da boca numa perspectiva não holística, ou integrada, é causa de impactos negativos e, por vezes permanentes na saúde geral dos indivíduos, consequentemente, na sua qualidade de vida.”
 
As doenças orais são as doenças crónicas mais comuns.
 

    

   Por outro lado a actual Constituição da República Portuguesa determina:

Artigo 64.º
Saúde

1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.

2. O direito à protecção da saúde é realizado:

a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:

a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;
c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;
d) Disciplinar e fiscalizar as formas empresariais e privadas da medicina, articulando-as com o serviço nacional de saúde, por forma a assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados padrões de eficiência e de qualidade;
e) Disciplinar e controlar a produção, a distribuição, a comercialização e o uso dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos e outros meios de tratamento e diagnóstico;
f) Estabelecer políticas de prevenção e tratamento da toxicodependência.

4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e participada.

 

   Sendo assim, não obstante ao que a Constituição do País como vimos preconiza,  no que se refere ás restantes áreas da Saúde, o Estado genericamente melhor ou pior, tem vindo a cumprir, mas já no que se refere à área da SAÚDE ORAL, pode dizer-se que se verificou um retrocesso em relação ao que existia antes do 25 de Abril. Até esta data, o "Estado Novo" continha nos postos da antiga "Caixa de Previdência" gabinetes de Medicina Dentária, onde eram praticados pelo menos alguns tratamentos básicos. Mas após o 25 de Abril, embora nos novos Centros de Saúde então criados, alguns deles com ajudas quer dos EUA quer da Suécia e Noruega, contiveram gabinetes de Medicina Dentária, que gradualmente vieram a ser desmantelados, não dando a oportunidade a que os novos Médicos Dentistas que em abundância começaram a sair das Faculdades, pudessem vir a ser integrados no SNS, tal e qual os clínicos das outras áreas de saúde, para dar  funcionalidade aos ditos gabinetes, permitindo o acesso aos cuidados de Saúde Oral à generalidade da população portuguesa, que tão carecida está dos mesmos, como a lei fundamental do País assim o determina .

  

   Sabendo-se que o estado da Saúde Oral dos indivíduos produz efeitos significativos na sua qualidade de vida e que alguns aspectos da patologia oral têm repercussões:
- Não só Físicas,
- Como Psíquicas,
- E por sua vez Sociais. 
   Vejamos:
     a) Determinados estudos revelaram que uma criança afectada pela cárie aos 3 anos de idade tem em média, menos 1kg do que uma criança sem cárie;
     b) A ocorrência de infecção e dor pode alterar os hábitos alimentares e
do sono (irritabilidade);
     c) O número estimado de horas de escola perdidas por motivos relacionados com a Saúde Oral é de 117.000 por cada 100.000 crianças;
     d) Estes impactos nas actividades quotidianas não se circunscrevem ao indivíduo, acabam também por afectar a sua família;
     e) Deste modo também a Sociedade em geral.
 
   Sabe-se também que toda a cascata de problemas associados às Doenças Orais, não está limitado aos grupos etários mais jovens, poderá ser ainda mais significativa nos idosos, que apresentam taxas de EDENTULISMO (falta de dentes), que varia de 30 a 70% consoante as comunidades, as práticas de tratamento e a disponibilidade de reabilitação (técnicas e orçamentais).
   Será de realçar que as opções dietéticas destes indivíduos idosos, estão muitas vezes comprometidas o que pode determinar défices nutricionais significativos.
   Um dos Objectivos dos Cuidados de Saúde Primários é a redução das desigualdades sociais entre os indivíduos, principalmente no que concerne à Saúde, será pois necessário reforçar a atenção nos Cuidados de Saúde Oral, pois a acessibilidade a esses cuidados pode traduzir-se em resultados válidos e efectivos para a Saúde Geral dos indivíduos.
   Porém, a ausência dos Profissionais de Saúde Oral, (Médicos Dentista e Estomatologistas) na esmagadora maioria dos Centros de Saúde portugueses e as limitações dos Higienistas Orais no tratamento de algumas doenças da cavidade oral têm conduzido a uma das mais reduzidas taxas de tratamento dentário da Europa, facto perfeitamente compatível com politicas de orçamentação do Ministério da Saúde português para a Saúde Oral de 0,0035% do orçamento total.

 

   Em contraste com o dito anteriormente:
   - Alguns estudos classificaram os tratamentos orais como os 4ºs    mais dispendiosos de todos os tratamentos;
   - Muitos países desenvolvidos investem entre 5 a 10% do seu orçamento da Saúde Pública na Saúde Oral.
   Como exemplos:
   - Em algumas províncias espanholas a taxa de tratamento oral em crianças e adolescentes ultrapassa os 80%;

 

 

   No nosso país, “por despacho nº153/2005, de 5 de Janeiro, que estabeleceu como objectivos do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) a redução da incidência e da prevalência das doenças orais nas crianças e jovens, a melhoria dos conhecimentos e comportamentos sobre saúde oral e a promoção da equidade na prestação de cuidados de saúde oral ás crianças e jovens com necessidades de saúde especiais”, esteve em curso até 2007, um Programa Escolar de Saúde Oral, em que os Médicos Dentistas ou Estomatologistas, recebiam por doente 75€, tivessem eles muitos ou poucos tratamentos para fazer, ou seja, o Estado recorreu e recorre ao excesso de oferta / procura e de uma forma concorrencial, para fazer “Saúde Oral”, ainda por cima com a anuência da actual OMD (Ordem dos Médicos Dentistas), o que penso eu não ser o caminho correcto, pois isso leva quantas vezes ao descrédito, incentivando ao desleixo e ao pouco profissionalismo por parte de muitos profissionais, que apanhados na enxurrada de outros que saem todos os anos de uma enormidade de Faculdades (7), atendendo ás presentes necessidades do País, que sem estruturas reguladoras de facto, sejam elas as Ordens dos Médicos existentes, os Sindicatos ou mais recentemente as Entidades Reguladoras, se vêm obrigados a participar nestas campanhas oportunistas do Ministério da Saúde, das Convenções e mesmo das Seguradoras, cada uma com as suas regras e tabelas obsoletas e limitadoras, num autêntico caos de oferta de serviços e economicíssimo desajustado ás realidades.

 

 

 

   Mais recentemente, a partir de 2008, “com o despacho nº.4324/2008, de 19 de Fevereiro, foi determinado o alargamento do PNPSO a dois outros grupos populacionais considerados de particular vulnerabilidade (grávidas e idosos carenciados) e o desenvolvimento de uma estratégia de intervenção orientada para a prestação de cuidados de saúde oral a um número muito superior de crianças e jovens”.
   Assim o PNPSO, passou a abranger:
   1 - Grávidas seguidas no SNS Somatório dos Cheques-dentista atribuídos ( no máximo de 3 ) não pode ultrapassar os 120€ (a execução dos tratamentos pode ser concluída até 60 dias após o parto) ;
   2 - Beneficiários do complemento solidário para idosos utentes do SNSSomatório dos Cheques-dentista atribuídos ( no máximo de 2 ) não pode ultrapassar os 80€ anuais ;
   3 - Crianças e Jovens com idade inferior a 16 anosSomatório dos Cheques-dentista atribuídos ( no máximo de 2 ) não pode ultrapassar os 80€ anuais ;
   Para efeitos de Prótese Dentária Removível, existe uma participação financeira em 75% da despesa da aquisição e reparação de próteses dentárias removíveis até ao limite de 250€, por cada período de 3 anos”.
 
CONCLUSÃO
   De tudo o que se disse atrás e atendendo à divulgação de dados referentes ao Cheque-Dentista pela actual OMD, a 13/11/2009 no jornal "Sol", o número de utentes do SNS beneficiados foi até à data de 305.382, pelo que daqui se conclui que embora a população portuguesa seja de uns escassos milhões (Portugal, incluindo os Arquipélagos dos Açores e Madeira uma população estimada em 10.529.255 pessoas (estimativa INE a 31 de Dezembro de 2004), representando uma densidade populacional de 114 pessoas por quilómetro quadrado), o número atrás referido de utentes do SNS atendidos no âmbito do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) é insignificante para não dizer ridículo, e tal programa não cumpre com o que está preconizado na lei fundamental do País, já que do ponto de vista da saúde oral, os cidadãos não estão a ser tratados de forma preventiva, curativa e reabilitadora, de forma igual, universal e tendencialmente gratuita.
 
    

 

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 19:00

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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

A PRIMEIRA VISITA AO MÉDICO DENTISTA

 

                    Com base em opiniões de investigadores dos vários cantos do mundo, e da nossa já vasta experiência clínica , achamos que “o IDEAL seria":


                    CUIDADOS PRÉ-CONCEPÇÃO:
                    1 - Os pais e muito em particular as mães deveriam rever os seus estados orais antes da concepção;
                    2 - Durante a/as consulta/s de Medicina Dentária anteriores, os profissionais devem ir sensibilizando os progenitores para os cuidados orais e esclarecer ou ensinar os mesmos, para os cuidados preventivos pré-natais e pós-natais para o bebé.


                    CUIDADOS PÓS-NATAL:

                    1 - Observação neo-natal por um Médico Dentista ou por um Neonatologista ou Pediatra sensibilizado e conhecedor;
                    2 - Observação logo após a erupção dos incisivos (6-8 me-ses) e consolidar os ensinamentos, bem como exemplificar formas de higiene oral e alimentar.
                    3 - Conforme o risco familiar deve-se determinar a frequência de revisões, nunca deixando passar a idade dos dois anos e meio aos três, altura em que o bebé já deve ter os seus 20 dentes temporários.


                    No entanto, e apesar de achar que o referido anteriormente seria o ideal, pensamos que, "dentro da nossa realidade", já seria bom se:
                    1 - Os pais e muito em particular as mães fizessem uma revisão dos seus estados orais (cálculo do risco familiar) antes da concepção, aproveitando as consultas para a sensibilização e aprendizagem de cuidados de saúde oral.
                    2 - Entre os seis e os oito meses (nunca depois de um ano) deveria ser observado o bebé (altura da erupção dos incisivos), pelo “Médico Dentista de Família”.
                    3 - Entre os dois anos e meio e os três o bebé deve ser de novo observado (altura em que os 20 dentes temporários já estão erupciados) aconselhando sobre o Risco Familiar que já deve estar previamente determinado, como referido em 1.
                    4 - Claro está que no decurso da vida do indivíduo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), preconiza uma consulta de revisão a cada meio ano, na generalidade da população, variando este periodicidade para mais ou para menos conforme o cálculo do risco familiar..

 

 

 

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 15:03

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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

O QUE SE ENTENDE POR MEDICINA PREVENTIVA EM SAÚDE ORAL



                    Trata-se de como o próprio nome sugere duma forma de exercício da medicina que pretende antecipar-se ao surgir da doença, ou pelo menos despistá-la no seu início, por forma a que os males e consequentemente os custos para o seu tratamento (medicina curativa), sejam mínimos ou muito menores do que quando a doença já se encontra perfeitamente estabelecida e a causar sofrimento ou incapacidade de parte ou da totalidade das funções do aparelho estomatognático, como sejam a estética, a diccional, a mastigatória, e quantas vezes a própria articulação temporo-mandibular, passa a sofrer de disfunção.

                    Os dentes, que são parte importante dum todo, que como já atrás se disse é o aparelho estomatognático, podem perder-se por três formas fundamentais, a saber:
                     1) Por CÁRIE; 

                     2) Por DOENÇA PERIODONTAL;
                     3) Por TRAUMATISMOS.

                    Ora a primeira causa, ou seja a CÁRIE, que é uma doença infecciosa caracterizada por um amolecimento promovido pela desmineralização e desagregação das estruturas duras dos próprios dentes, é perfeitamente possível preveni-la ou pelo menos controlá-la, por uma higiene pessoal e alimentar apropriada e com visitas regulares á médico especialista na área. 
                   Sendo assim e como a sabedoria popular muito bem expressa no seu aforismo, “de pequenino é que se torce o pepino”, é pois, logo de criança que as pessoas deverão começar a tomar contacto com o médico que os irá acompanhar pela sua vida fora, ainda sem apresentarem qualquer queixa, pois neste caso já o fazem dentro do âmbito da medicina curativa, dado que as dores dentárias ou odontalgias são já muitas das vezes um sinal de grande destruição das peças dentárias, quando não já com abcessos em formação, e nessas circunstâncias torna-se muito difícil para o médico dentista exercer as suas acções duma forma pacífica, e confortável para a criança, para o jovem e mesmo para o adulto, tornando quantas vezes esse primeiro contacto, num futuro “gatilho” em que o médico dentista é por associação de ideias ou reflexo condicionado, sinónimo de dor e sofrimento.
                    É por esse facto, e não só, que defendemos que os primeiros contactos devem fazer-se sem sofrimento, para que esse já aludido “reflexo condicionado”, seja assimilado pela criança como uma coisa boa e agradável, que lhe permitirá ao longo de toda a sua vida manter uma boca sã, com toda a qualidade de vida que tal acarreta, e não como uma coisa má e nefasta que negativamente, também a sabedoria popular volta a referir-se dizendo, quando qualquer coisa não agrada, “é como quem me arranca os dentes”.
                   As acções que o Médico Dentista pode desenvolver não só nas crianças e jovens, como também nos adultos, no âmbito da prevenção são:
                   a) Despiste das Más Oclusões, grande parte delas prevenidas pela manutenção duma dentição temporária ou mista, saudável, evitando futuramente recurso a correcções com aparelhagem removível ou fixa, sempre, mais ou menos incómoda, dispendiosa e morosa; 
                  b) Despiste de agenesias (falta de gérmenes dos dentes de-finitivos), de dentes supranumerários (dentes a mais), de dentes inclusos, de dentes retidos, de lesões apicais dos dentes, de quistos e outras lesões tumorais, de cáries interproximais (entre os dentes e não visíveis á simples observação), e outras alterações ósseas ou dentárias, o que só se consegue com recurso a exames imagiológicos desde o Rx Panorâmico ou Ortopantomografia, que nos dá um aspecto geral de ambos os maxilares, os Rx intra-orais (apicais, Bite Wings, Oclusais), até ao RVG (Visiografia), todos estes passíveis de ser feitos em consultórios bem equipados, até ao recurso a outros exames radiológicos já de prática em gabinetes de imagiologia próprios para o efeito, como o caso do TAC (Tomografia Axial Computorizada), ou mesmo a Ressonância Magnética.
                    Consideramos que sempre que possível a ORTOPAN-TOMOGRAFIA, é um exame que se deve fazer sempre numa primeira consulta, não só para despiste imediato do que não é observável directamente, como constituirá um exame de referência para de futuro, complementado sempre que necessário pelos Rx intra-orais ou pelo RVG, enquanto que os demais atrás referidos serão só de propor em casos especiais.
                    c) Despiste de cáries incipientes e portanto ainda não sintomáticas, com muito maior facilidade em ser tratadas, quantas vezes sem necessidade de recurso á anestesia, com muito mais respeito pela conservação das estruturas duras dos dentes e com muito menor despesa;
                   d) Higienizações em consultório, com ensinamento e sensibilização para os hábitos regulares de higienização no domicílio, não só oral como alimentar e ensinando ou corrigindo técnicas de escovagem;
                    e) Aplicação de fluoretos em consultório, em especial nos grupos de maior susceptibilidade ou risco; 
                   f) Selamento de fissuras nos dentes recentemente erupcionados e sem sinais ainda de lesão, em particular os 1ºs. molares definitivos; 
                   g) Despiste e tratamento de gengivites, como precursoras de futura doença periodontal, ou pelo menos aceleradoras de perda óssea alveolar, com subsequente falência dos tecidos de suporte dos dentes.

                    Agora no que diz respeito á DOENÇA PERIODONTAL, é uma situação patológica, que se caracteriza essencialmente, por uma gengivite generalizada, ou seja um processo inflamatório da mucosa gengival que reveste o osso dos maxilares onde se encontram os dentes implantados nos respectivos alvéolos, e cujo estabelecimento deste processo de uma forma crónica, leva por múltiplos factores que se lhe encontram associados á degeneração do osso alveolar, com perda do mesmo, e como consequência de tais factos leva á falência dos tecidos de suporte das peças dentárias, constituídos precisamente por esse osso e mucosa gengival que o reveste, levando a um grande mau estar de quem sofre de tal doença, causado não só pelo grande desconforto que é o sentirem os dentes com mobilidade e incapazes de desempenharem a sua função mastigatória, fazendo processos infecciosos localizados (Bolsas Periodontais) ou mesmo generalizados (Vulgar “Piorreia”), acompanhados de dor, sangramento fácil e emissão de pus, para já não falar do mau hálito de que normalmente também se faz acompanhar. A perda espontânea ou avulsão espontânea dos dentes, que perdem na totalidade o seu suporte ósseo alveolar é frequente, e como já deverão estar a depreender a perda óssea, chega a ser de tal forma importante que deixa de haver possibilidade de serem adequadamente reabilitados com próteses, por falta de suporte para as mesmas.
                    Esta doença pode surgir ainda em jovens, mas é sobretudo própria dos adultos com uma incidência maior a partir dos 40 anos, fortemente agravada pelos maus hábitos de higiene oral e falta de controlo adequado e periodicamente em consultório, pelo hábito de fumar, sem esquecer o processo de degeneração da massa esquelética geralmente associada á idade, conhecida por doença osteoporótica, que na mulher é agravada pela entrada na menopausa e no homem se prende mais com o sedentarismo. 
                   As acções que o Médico Dentista pode desenvolver neste caso, no âmbito da prevenção, são: 
                  a) Manter altos níveis de higiene oral através de higienizações em consultório, com ensinamento e sensibilização para os hábitos regulares de higienização no domicílio, não só oral como alimentar e ensinando ou corrigindo técnicas de escovagem;
                 b) Manter um bom equilíbrio oclusal, se houver perdas importantes de dentes, recorrendo á colocação de próteses adequadas;
                 c) Não deixar de pesquisar e tratar cáries, que nestes grupos etários são mais frequentes em áreas como o colo e a raiz dos dentes, enquanto em idades mais jovens são mais frequentes nas coroas, e sendo assim muitas vezes é necessário proceder ao tratamento endodôntico radical (TER) dos dentes atingidos por essas cáries, que se tornam muito sensíveis, pelas próprias exposições radiculares, para já não falar nas lesões abrasivas;
                 d) Aconselhar quanto á higiene alimentar e mesmo a forma de fazer a apreensão dos alimentos, nomeadamente a forma de os trincar, particularmente com os grupos incisivos;
                 e) Motivar as pessoas para o abandono de certos hábitos como o TABAGICO, e recorrer a colutórios anti-sépticos, no sentido destes chegarem onde os meios físicos de higienização não chegam.
                 Não podemos esquecer, ou deixar de lembrar que mesmo nestes casos o seguimento constante desde criança é uma das melhores formas de melhor combater esta doença, que depois de estabelecida será impossível no momento revertê-la. No entanto, como em qualquer doença crónica estabelecida, o facto de se não conseguir a cura, leva-nos a tratá-la por forma a reduzir ao máximo a sua progressão, por vezes catastrófica, proporcionando desse modo uma melhor qualidade de vida, durante muito mais tempo.

                    Finalmente o caso dos TRAUMATISMOS, que para o vulgo poderá levar a pensar que o Médico Dentista não terá nada a fazer a não ser intervir quando a fatalidade acontece, recorrendo á medicina curativa, queremos dizer-lhe que até aqui a Medicina Preventiva tem uma palavra a dizer, senão vejamos.
                   Os traumatismos podem ser de dois tipos:
                  1) TRAUMATISMOS ENDÓGENOS, ou seja, os traumatismos causados pelo próprio aparelho estomatognático, normalmente relacionados por Más Oclusões ou desvios dos dentes que tornam a sua própria articulação agressiva para os seus antagonistas, ou mesmo em disfunções com bruxomania, em que o processo chega a ser de tal forma violento que se não for interceptado acaba por levar ou á fractura, ou á perda dos dentes traumatizados no primeiro caso e ao desgaste patológico das coroas dos dentes duma forma generalizada no segundo caso, ou seja dos bruxomanos.
                 As acções que o Médico Dentista pode desenvolver neste caso, no âmbito da prevenção, são:
                 Nos primeiros casos de Má Oclusão ou desvio traumático dos dentes, recorrendo á correcção dos desvios dento-facias, ou a desgastes selectivos para acerto oclusal, enquanto nos casos de Bruxomania, recorrendo á utilização e controlo de goteiras de relaxamento.
                2) TRAUMATISMOS EXÓGENOS, ou seja, aqueles cujos factores desenca-deantes são traumatismos externos, sejam eles acidentais, ou desportivos.
                 As acções que o Médico Dentista pode desenvolver neste caso, no âmbito da prevenção, são:
                 Nos traumatismos acidentais, não há nada a fazer, mas já nos traumatismos desportivos, caso dos praticantes de boxe, podem ser confeccionadas goteiras de mordida, ou então recorrer a mascaras acopladas a capacetes como no caso do hóquei em patins, no hóquei no gelo e no desporto motorizado.

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 11:53

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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

PROGRAMA PREVENIR EM SAÚDE ORAL

 

                    Este programa destina-se a incentiva-lo(a) a procurar ter cuidados de prevenção em vez dos cuidados curativos em saúde oral, com todos os benefícios que daí resultam e sendo assim, ao aderir a este sistema, deverá fazer-nos chegar uma fotografia actualizada, afim de elaborarmos um cartão personalizado que deverá trazer ao dirigir-se a esta Clínica, o qual contêm a sigla, CDM PREVENTIVA, com o ícone como se segue:

                         

                    AO ADERIR A ESTE PROGRAMA TERÁ AS SEGUINTES OBRIGAÇÕES E BENEFICIOS: 

                   1) Terá obrigatoriamente de fazer, pelo menos duas visitas por ano, o que corresponde a uma visita de ½ em ½ ano com tolerância de 15 dias para diante ou para trás das datas determinadas, podendo ser mais visitas, se a patologia assim o exigir, caso da Doença Periodontal, por exemplo.
                 2) Nessas visitas será realizada uma higienização oral e um exame objectivo para despiste de lesões que possam começar a surgir ou já existam.
                 3) Em termos de HONORÁRIOS, beneficiará do:
                     a) Desconto de 20% nos tratamentos em geral;
                    b) Desconto de 10% em tratamentos de prótese, cirurgias menos comuns como por exemplo dentes inclusos, quistos, apicectomias e outros nomeadamente os que incluam regenerações tecidulares guiadas e cirurgias peridodontais na generalidade, bem como implantologia. 
               Os tratamentos ortodônticos não estão incluídos neste programa.

              Os valores dos tratamentos encontram-se tabelados com base nas tabelas com valor médio recomendado pelas respectivas Ordens dos Médicos, com ligeiros acertos, normalmente para baixo, e que já atrás pôde apreciar, em cada um dos capítulos a elas dedicados, nos quais já se encontram não só os valores normais de cada tratamento como os respectivos descontos.

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 12:15

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Domingo, 15 de Junho de 2008

SAIBA COMO CUIDAR DA SUA SAÚDE ORAL (*) - GUIA PRÁTICO

 

 

 

 

Contudo o Médico Dentista ou Estomatologista não trata apenas a cavidade oral, esta é uma parte de um todo que é - O APARELHO ESTOMATOGNÁTICO - que é constituído não só pela cavidade oral, que contem os maxilares com estruturas ósseas diferentes ao tratar-se do maxilar superior e do inferior, a mucosa, a língua, os lábios, as glândulas salivares majores e minores, os músculos com suas inserções e tendões, um sistema nervoso sensitivo e motor, um sistema vascular arterial e outro venoso, e ainda um sistema linfático, uma articulação temporo-mandibular (ATM), que é uma articulação única pois é constituída por duas superfícies articulares (côndilo e cavidade glenóide) contendo um disco inter-articular, uma cápsula articular e suas respectivas inserções, quer à direita quer à esquerda unidas por um arco mandibular e dois ramos montantes. Por fim, os dentes com o seu alvéolo, ligamento alveolar, uma camada de cemento a revestir a dentina radicular e uma de esmalte a revestir a dentina da coroa. No interior a polpa constituída por um tecido conjuntivo que envolve um feixe vasculo-nervoso e que é envolvida por uma camada de odontoblastos, a toda a volta da dita polpa, que emitem prolongamentos citoplasmáticos para uma infinidade de canaliculos dentários, por isso há quem desgine este conjunto de polpa e dentina como o orgão - Pulpo-dentinário.

Não podemos esquecer que ao redor deste aparelho e a comunicar-se com ele de uma forma directa ou indirecta, temos uma série de orgãos e aparelhos que o envolvem tais como: ouvidos, nariz, seios peri-nasais, olhos, cérebro, aparelho respiratório e aparelho digestivo, bem como o meio exterior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Gengivas Saudáveis vs. Gengivas Doentes  

 

 

 

 

    Estrutura Óssea Saudável vs. Estrutura Óssea Doente  

 

 

 

Comentário ás duas imagens anteriores:

  • As gengivas saudáveis são rosa e não sangram aquando da escovagem ou da utilização do fio dentário.
  • Não surgem bolsas quando a estrutura óssea, que suporta o dente, é saudável.
  • A placa bacteriana e o tártaro contribuem para uma situação de Doença Periodontal.
  • As gengivas doentes apresentam inchaço e vermelhidão. O sangramento pode ocorrer aquando da escovagem ou uso de fio dentário.
  • Devido à perda de consistência na estrutura óssea, podem surgir bolsas ou retracção das gengivas, e mesmo a perda expontânea do dente.

 

  Medições Periodontais para Avaliação da Perda Óssea (bolsa)  

 

 

Um sulco saudável tem 2/3mm de profundidade. Pode facilmente ser limpo através de escovagem ou uso de fio dentário.

 

 

Um sulco saudável, visto por meio de Rx, correspondente à imagem anterior.

 

 

 

Quando uma Doença Periodontal está presente, podem formar-se bolsas bastante mais profundas, de higienização difícil e onde se vão acumular bactérias patogénicas.

 

 

Um sulco doente, visto por meio de Rx, correspondente à imagem anterior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Escovagem Correcta   

 

 

 

 

Disponha os filamentos da escova entre o dente e a gengiva, com um ângulo de 45º. Os filamentos devem estar em contacto tanto com a superfície dentária, bem como com a linha da gengiva.

 

 

 

 

 

Escove suavemente a superfície externa de 2-3 dentes mais posteriores, usando movimentos vibratórios horizontais ou rotatativos da gengiva para a coroa dos dentes. Avance para o grupo de dentes seguinte e repita os movimentos.

 

 

Mantenha um ângulo de 45º de contacto dos filamentos com a superfície dos dentes e a linha da gengiva e após toda a zona exterior estar escovada comece agora pela zona interior, utilizando os mesmos movimentos vibratórios horizontais ou rotativos como anteriormente se falou.

 

 

Segure a escova na vertical, ligeiramente inclinada, para limpeza da superfície interna dos dentes anteriores. Execute movimentos verticais da gengiva para a coroa do dente, em cada dente anterior.

 

 

A seguir, coloque a escova sobre a superficíe dentária de mastigação e execute movimentos horizontais curtos para a frente e para trás.

 

 

Por fim, escove também a língua de trás para a frente, o que ajuda a remover bactérias nela alojadas, passíveis de causar mau hálito.

 

 

  Uso Correcto de Fio Dentário  

 

 

 

 

 

Envolva cerca de 45cm de fio dentário em cada um dos dedos médios. Segure o fio entre os dedos polegar e indicador, deixando um espaço de 5cm entre ambos. Use os polegares para o uso directo de fio nos dentes superiores.

 

 

Mantenha os mesmos 5 cm de fio dentário e use os indicadores para orientar o fio na limpeza dos dentes inferiores.

 

 

Com movimentos suaves de zig-zag comece por introduzir o fio nos espaços interdentários.

NUNCA ENROLE O FIO AO DENTE! Realize movimentos envolventes pelos lados do dente.

 

Faça deslizar o fio na vertical, contra a superfície do dente e sob a linha da gengiva. Use o fio dentário em toda a superfície de cada dente, sempre com secções limpas do fio.

 

 

 

   Cuidados com as Pontes Dentárias  

 

  

 

Preste especial atenção à linha da gengiva ao longo das coroas dentárias escovando sempre num ângulo de 45º. Deverão ser tomadas medidas de limpeza suplementares para as pontes dentárias.

 

 

Use um passa-fio dentário para conduzir o fio sob as pontes. Logo que o fio dentário esteja sob a ponte inicie o processo de limpeza com movimentos vibratórios de vai e vem.

 

 

Use uma escova ou um escovilhão interproximal  para os espaços mais largos das pontes dentárias. Seleccione o tamanho de ponta adequada para o espaço a limpar. NUNCA FORCE AS PONTAS DA ESCOVA  OU ESCOVILHÃO INTERPROXIMAL EM ESPAÇOS MUITO REDUZIDOS. Escove sempre com movimentos vibratórios de vai e vem tanto pelo exterior como pelo interior das coroas dentárias.

 

 

Use uma escova de dentes UNITUFO para limpar de um modo eficaz as zonas de difícil acesso tais como as zonas posteriores de cada coroa dentária.

 

 

 

  Cuidados de Ortodoncia  

 

 

 

As escovas de ortodontia foram concebidas para limpeza tanto dos dentes como dos aparelhos de correcção dentária. Use curtos movimentos vibratórios para limpeza de ambas as superfícies. Escove também a linha de gengiva e zona de mastigação dos dentes.

 

 

Passe cerca de 45 cm de fio dentário por um passa-fio. Introduza o passa-fio no espaço interdentário e sob a armação metálica. Faça deslizar o fio com movimentos verticais contra as superfícies do dente e sob a linha de gengiva. Utilize o fio dentário em todos os espaços interdentários de modo uniforme usando para cada um deles secções limpas de fio dentário.

 

 

Utilize uma escova ou escovilhão interproximal para limpeza dos espaços entre os dentes e a armação metálica ou onde existirem espaços mais largos. Selecione o tamanho apropriado das pontas da escova ou escovilhão interproximal para cada tipo de espaço interdentário com a armadura metálica do aparelho.

 

 

  Cuidados com Implantes  

 

 

 

Use uma escova ou escovilhão interproximal de viagem para limpeza dos postes e das zonas interiores da prótese. Introduza a escova suavemente entre cada poste e escove com movimentos vibratórios de vai e vem suaves.

 

 

Use uma escova UNITUFO para limpeza em zonas de difícil acesso entre os postes e sob a prótese.

 

 

A escova de viagem encoraja a escovagem quando se encontra fora de casa. Escove as zonas superior e inferior da prótese como se tratassem de dentaduras naturais.

 

 

 

  Cuidados Especiais  

 

 

 

Coloque o fio dentário no Aplicador ou Porta-fio. Introduza o fio entre os dentes e com movimentos suaves de zig-zag faça-o deslizar pelo intervalo interdentário. Pressione o aplicador contra a superfície dentária a fim de permitir que o fio, ao contornar todo o dente, limpe eficazmente. Utilize também movimentos verticais para proceder à limpeza do dente em toda a sua extensão.

 

 

Onde exista retracção gengigal, utilize uma escova ou escovilhão interproximal para a limpeza das irregularidases das raizes. Selecione o tamanho apropriado da ponta activa da escova ou escovilhão para que se ajuste de um modo confortável aos espaços a limpar. Introduza a escova ou escovilhão no espaço interdentário e com movimentos vibratórios de vai e vem proceda à limpeza da superfície do dente.

As bifurcações deverão ser limpas com fio dentário; para tal utilize cerca de 45 cm de fio e com a ajuda de um passa-fio introduza-o directamente na bifurcação. Usando movimentos circulares, pode limpat todas as superfícies.

 

 

Esta figura  pretende demonstrar como em determinados espaços, por questões anatómicas os escovilhões têm vantagem sobre o fio dentário.

 

 

 

 

 

 

(*) Parte destas imagens e texto foram extraídos  dos Guias " Saiba cmo cuidar da sua Saúde Oral", da Colegate e dp "Higiene Oral da BUTLER, a quem deixo aqui o nosso agradecimento. 

 

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 00:52

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Sábado, 14 de Junho de 2008

GUIA DE HIGIENE ORAL (*) - PARA UM SORRISO PERFEITO

  

SEM MEDO DE SORRIR
 
 
 
Todas as manhãs escova os dentes à pressa, preocupado com os ponteiros do relógio que teimam em avançar. Um almoço hipercalórico, um bolo ao lanche e um jantar pesado encarregam-se de alimentar, também, as bactérias que habitam na sua boca. Para finalizar, à noite está tão cansado que lava os dentes em trinta segundos…
E é assim que, dia após dia, a sua higiene oral vai sendo descurada, com repercussões várias. É que o espelho do seu sorriso é igualmente, o reflexo do seu bem-estar. Para que reveja as suas prioridades, preparamos-lhe um manual sobre higiene oral: desde a técnica de escovagem correcta, às doenças que atingem as gengivas, ao mau hálito, ao tipo de alimentação mais adequado para a saúde dos dentes, até aos erros que teimamos em cometer. Sem esquecer, claro, o “abc” da higiene oral para as crianças. Aprenda connosco, pelos seus dentes…
 
O PESO DA HIGIENE ORAL
 
            Já não faz sentido, nos dias de hoje, enfiar a cabeça na areia como a avestruz, quando o assunto é “dentes”. Isto porque o progresso científico e tecnológico permite que a manutenção e o tratamento dos dentes seja cada vez mais fácil e indolor. No entanto, depende de si desenvolver uma boa higiene oral, acompanhada por uma alimentação equilibrada, pela quebra de hábitos nocivos, como o tabagismo e o alcoolismo e por consultas regulares ao estomatologista.
            O objectivo primordial de uma higiene oral é bem conhecido e consiste na remoção da placa bacteriana, uma película que se acumula na superfície do dente e que, se não for “expulsa”, poderá conduzir à cárie e às doenças da gengiva.
            No entanto, não é só… Uma higiene oral precária pode ser um factor de risco no controlo de doenças crónicas como a diabetes, doenças cardiovasculares e artrite reumatóide, podendo transformar-se num foco agravante de outra patologia já existente.
 
SEGREDOS DA ESCOVAGEM
 
            Alguma habilidade aliada à persistência e um sorriso brilhante estará ao seu alcance. Ao contrário do que possa pensar, não precisa de uma escova “aerodinâmica”, mas apenas de um “instrumento” que cumpra os requisitos: tenha uma cabeça pequena, pêlo macio e um cabo fácil de manusear. Atenção que, após alguns meses de utilização da escova, quando os pêlos apresentarem um aspecto desalinhado está na altura de a substituir.
            Recorrer a uma escova eléctrica é sempre uma opção e esta pode ser útil para quem tem dificuldades motoras, já que envolve um esforço menor.
            Quanto à técnica em si, só requer dois minutos e consiste em escovar os dentes seguindo pequenos movimentos circulares, de modo a atingir a totalidade do dente, sem esquecer todas as faces e um bocadinho da gengiva. Fácil, não é verdade? Não se assuste se a gengiva sangrar, mas considere que é um aviso: ou seja, o sinal de alarme que a placa bacteriana não estar a ser removida eficazmente. Assim, deve tentar aperfeiçoar a sua técnica e não deixar de escovar a zona da gengiva em causa. Se o problema persistir deverá consultar um Médico Dentista ou Estomatologista.
 
PASTA DE DENTES E FIO DENTÁRIO
 
 
 
 
 
            Neste campo, a quantidade não é sinónimo de qualidade – ou seja, a porção de pasta que coloca na escova deve ser do tamanho da unha do seu dedo mindinho (ou seja, sempre proporcional ao seu crescimento). Opte por um dentífrico que contenha flúor. Atenção, porque se optar por uma pasta fluoretada, os comprimidos ou gotas de flúor são desnecessários, já que o flúor, quando administrado em excesso, poderá pigmentar os dentes.
            Para a sua higiene oral esteja completa, não deve prescindir da utilização do fio dentário, útil para a população em geral e indispensável para quem tem doenças das gengivas.
            O uso correcto permite remover a placa bacteriana e os restos de comida de zonas a que a escova não chega facilmente. A operação “fio dentário” processa-se do seguinte modo: pegue em cerca de 50 centímetros de fio e enrole a maior parte dos dois dedos indicadores, deixando uma porção de fio esticado entre os dois dedos. Desta forma, oriente o fio para cima e para baixo, fazendo-o deslizar suavemente entre os dentes, repetindo este gesto algumas vezes e utilizando porções limpas de fio dentário, à medida que vai passando de um dente para o seguinte.
 
O PODER DOS ELIXIRES
 
 
 
            A par de uma escovagem correcta e da utilização do fio dentário, os elixires orais contribuem para o combate da placa bacteriana, para a redução da formação de tártaro e previnem o mau hálito e as doenças das gengivas. No fundo, o que a escovagem começa em termos de saúde oral, os elixires acabam. Existem várias modalidades de elixires, com acções específicas, para bochechar, para gargarejar ou para aplicação tópica: há aqueles que actuam ao nível da prevenção; as soluções anti-sépticas, indicadas para quando ocorrem infecções da boca e da garganta, aftas, situações de halitose e, também nos cuidados pré e pós-operatórios que envolvem uma cirurgia dentária. Existem também soluções de aplicação tópica que são recomendadas em estados infecciosos, inflamatórios e dolorosos da orofaringe, desde anginas, laringites, traqueítes, amigdalites, faringites, entre outras patologias.
            Com sabores diversos como menta, mentol ou hortelã, estes elixires proporcionam uma sensação de frescura e funcionam como aliado importante nos cuidados de higiene oral globais.
 
ATENÇÃO À ALIMENTAÇÃO
 
 
            É mais do que sabido de que os doces são veículo, por excelência, para o desenvolvimento da cárie e de doenças da gengiva, mas não só. A permanência dos restos de alimentos na nossa boca, durante algum tempo, promove o aparecimento de cáries, isto acontece porque as bactérias que habitam na nossa boca transformam o açúcar e os amidos num ácido que destrói o esmalte do dente e provoca as cáries e as doenças das gengivas.
            E, se a escovagem é crucial para remover os restos de alimentos e impedir que as bactérias façam um “banquete”, também deve ter atenção ao que come. É que uma má nutrição leva a que o nosso sistema imunitário fique fragilizado, o que, por vezes, abre caminho a uma maior probabilidade de se desenvolverem complicações ao nível da gengiva (como é exemplo o desprendimento dos dentes).
 
Dieta “pró-dente”
            Há muito que os estudiosos reconheceram que existe um elo estreito entre uma dieta nutritiva e uma boa higiene oral. Uma alimentação variada é essencial para a saúde dos dentes e, como tal, devemos procurar ingerir, diariamente, cereais, fruta, vegetais, peixe, carne, leite, queijo e iogurtes.
            As refeições completas são menos nocivas para os dentes, pois a combinação dos vários alimentos permite que seja libertada uma quantidade maior de saliva, a qual ajuda a fazer uma espécie de limpeza da boca, atenuando a acção dos ácidos. Dentro deste contexto, é igualmente importante evitar os “petiscos”, as guloseimas e os refrigerantes fora do almoço ou do jantar. Assim, opte por, se tiver fome entre as refeições principais, ingerir uma peça de fruta, um iogurte natural, vegetais crus ou queijo, pois estes constituem uma alternativa saudável para períodos em que, geralmente, não escovamos os dentes. Beber muita água ao longo do dia em prol da saúde oral é, um conselho fornecido pela American Dental Association (ADA).
 
AS GARRAS DAS CÁRIES
 
            É uma das afecções humanas mais comuns e que, se não for tratada, pode conduzir à extracção do dente. Para que a cárie ocorra tem de existir um ambiente propício, com determinado tipo de bactérias (o streptococus mutans é a mais comum) e a permanência, na boca, de açúcares e de amidos. Também se pode dizer que um dente mais propenso à cárie é aquele que não é alvo de uma escovagem correcta, tem pouco flúor e possui orifícios ou brechas que permitem a acumulação da placa bacteriana.
            As cáries dentarias são, então, as áreas do dente que perderam substância, devido a um processo em que as bactérias atacam os restos de alimentos e produzem um ácido que vai dissolvendo, gradualmente, o esmalte do dente e penetrando no interior do mesmo.
 
Tipos de cáries
             Existem quatro tipos de cáries: a cárie de superfície lisa, que tem um desenvolvimento muito lento e é facilmente evitável e, também, reversível; a cárie de orifícios e fissuras que afecta os dentes permanentes e avança rapidamente; a cárie de raiz, considerada como a mais difícil de evitar, inicia-se no tecido ósseo que cobre a raiz do dente, quando esta fica exposta pelo retrocesso das gengivas. Em geral afecta pessoas de meia-idade ou idosos e resulta, muitas vezes, da dificuldade em limpar as zonas perto da raiz e, simultaneamente, na ingestão continuada de alimentos ricos em açúcar.
            Por ultimo, existe a denominada cárie no esmalte que, ao trespassar a camada externa do dente, penetra na dentina, camada mais suave e menos resistente, avançando para a polpa dentária, zona em que se encontram numerosos vasos sanguíneos e nervos, desenvolvendo-se para uma cárie da raiz, a qual pode destruir em pouco tempo a estrutura do dente.
 
Sintomas mais frequentes
             Quem nunca foi vitima de uma dor de dentes provocada por uma cárie, que levante o braço… Isto porque a dor é um dos sintomas de que a cárie atingiu a dentina e pode surgir quando se ingere algo frio ou doce – no entanto, apesar de desagradável a dor indica que a polpa ainda está sã e, se consultar o medico dentista ou o estomatologista nesta fase, a cárie ainda pode ser tratada e o dente voltar a ser funcional. Por outro lado, se a cárie se aproximar muito da polpa ou atingir esta, a dor surge mesmo sem nenhum estímulo ou persiste durante algum tempo após este ter ocorrido. Quando a polpa dentária morre, a dor pode cessar temporariamente, mas reaparece de modo agressivo, já que a inflamação se propagou causando uma acumulação de pus – abcesso - , que pode atingir a zona da gengiva.
 
Apostar na prevenção
             É essencial escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia e não esquecer a utilização do fio dentário, já que se a escovagem com uma escova adequada e um dentífrico certo previne a cárie que se forma na parte lateral dos dentes, o fio dentário atinge os espaços entre estes. O uso de elixires adequados pode completar este triunvirato de luxo que a ciência pôs ao serviço da sua saúde oral.
            Ter uma dieta equilibrada, evitando a ingestão de açúcares entre as refeições principais e preferindo alimentos mais nutritivos e … inofensivos, é fundamental para evitar as cáries. Obviamente, as visitas regulares a um médico dentista ou estomatologista são essenciais na manutenção de uma boa higiene oral na prevenção e na detecção das cáries.
 
VIVER SEM AFTAS
 
 
 
            Este tipo de irritação na boca, apesar de muito comum pode interferir na mastigação e, mesmo, na fonética. As úlceras aftosas caracterizam-se por serem pequenas feridas ou inchaços de cor esbranquiçada que rodeiam uma área de cor avermelhada e que ocorrem no interior da cavidade oral. Não se sabe exactamente o que as provoca, mas crê-se que estejam associadas a alterações do sistema imunitário e/ou à acção de vírus (herpes). Podem também estar na sua origem factores genéticos ou ligados ao estilo de vida, tais como o stress, o tabagismo, ou por carência de determinado mineral ou vitamina, e ainda algum tipo de alergias.
            Embora as aftas tendam a desaparecer no espaço de cerca de uma semana é vulgar que reincidam. Para atenuar a sensação de desconforto e acelerar o processo de cura podem utilizar-se analgésicos e produtos de aplicação tópica. Também pode ser útil bochechar com uma solução anti-séptica e elixires existentes para o efeito.
 
GENGIVAS DOENTES
 
 
 
 
 
 
            Umas gengivas saudáveis caracterizam-se por aderirem à volta dos dentes, serem firmes e não sangrarem. Quando as gengivas sangram, de forma persistente, apesar de estarmos a realizar a escovagem de modo adequado, é sinal de que existe um tipo de complicação.
            A nível geral, a doença da gengiva, é uma inflamação que pode desenvolver-se afectando em última análise o osso que serve de alicerce aos dentes. A origem desta patologia reside na acção de bactérias que formam a placa bacteriana que, quando não é removida, pode levar à infecção dos dentes, da gengiva, do tecido gengival e do osso. Como consequência última (no caso da periodontite avançada) os dentes podem criar mobilidade, cair ou terem de ser extraídos. A doença da gengiva tem repercussões na saúde geral.
 
Sintomas de alerta
             A doença da gengiva é mais comum nos adultos e, se for detectada na sua fase inicial, pode ser facilmente tratada. É importante, por isso, estar ao corrente dos outros sintomas que a denunciam: gengivas inchadas, avermelhadas ou moles; gengivas que parecem estar afastadas dos dentes; pus entre os dentes e as gengivas; mau hálito; modificações no posicionamento dos dentes…
            Tal como referimos, se o problema for atacado precocemente, é reversível através de uma escovagem eficaz, da utilização do fio dentário e do uso complementar de elixires orais. No entanto, se as queixas persistem, deve consultar o seu Médico Dentista, que procederá a uma destartarização (para remover a placa bacteriana que se acumulou acima e abaixo da linha da gengiva e que se transformou em tártaro) ou tratamento específico, conforme o grau de evolução da doença.
 
GUERRA AO MAU HÁLITO
 
 
            As causas de mau hálito prendem-se, na sua grande maioria, com uma higiene oral deficitária. Passamos a explicar: os alimentos que ingerimos são decompostos por bactérias e, desse fenómeno, libertam-se gases que estão na génese do odor desagradável.
            Ao não escovarmos os dentes correctamente e ao negligenciarmos a escovagem da língua e das gengivas, estamos a deixar que a placa bacteriana se vá acumulando, produzindo o mau hálito. Também uma halitose temporária pode ser originada pela ingestão de alimentos como o alho ou a cebola, cujo odor é libertado através dos pulmões e permanece no nosso organismo ao longo de cerca de 72 horas.
            Existem outros factores de risco para a halitose, como o tabagismo e o álcool, a toma de sedativos, anti-depressivos, diuréticos ou fármacos anti-hipertensores. Tratamentos de quimioterapia ou de radioterapia, sinusite, faringite, alguns tipos de cancro, diabetes, insuficiência renal, perturbações digestivas ou doenças do fígado também pode causar mau hálito.
           
Hálito sempre fresco
             A escovagem eficaz dos dentes, abrangendo o céu da boca, a língua e as bochechas, e a utilização do fio dentário, são armas de prevenção fundamentais. O uso de elixires orais, um deles possuindo mesmo óleos essências e só vendido em farmácias, é outra das opções que se encontram à disposição de quem sofre deste problema. A redução de consumo de café, de bebidas com cafeína ou alcoólicas, de carne e de tabaco é aconselhável, assim como o aumento da ingestão de água e do número de refeições, para estimular o processo de salivação. É importante que não “salte” o pequeno-almoço com a intenção de manter os efeitos da escovagem matinal – é que o mau hálito tende a reaparecer! As pastilhas elásticas sem açúcar podem auxiliar a combater o mau hálito, pois estimulam a salivação. Para quem costuma sentir a boca seca, sugere-se que ingira maçãs e cenouras.
            Consultar um Médico Dentista ou Estomatologista é importante, pois este poderá ajudá-lo a resolver o problema. No entanto, se o mau hálito persistir, poderá ser necessário recorrer a um otorrinolaringologista ou um gastrenterologista.
 
DEZ INIMIGOS DA HIGIENE ORAL
 
 
 
            Para que este suplemento não seja esquecido à primeira distracção, fizemos um “apanhado” dos erros mais comuns que prejudicam a higiene oral.
 
Escova de pêlo duro
A escova deve ter cabeça pequena e pêlo macio, pois o objectivo não é desgastar a superfície dos dentes, mas sim remover os restos dos alimentos, impedindo que se forme a placa bacteriana.
 
Força excessiva
            Lembre-se também que se, ao lavar os dentes, aplicar uma “energia” excessiva, pode ferir as gengivas e danificar os dentes, pelo que deve optar por uma escova que tenha um cabo fácil de manusear e que o ajude a ser mais hábil, mas não agressivo.
 
Escovar longitudinalmente
            Este gesto vai contribuir para a erosão dos dentes. Deve executar movimentos circulares de pouca amplitude escovando dois dentes de cada vez, iniciando e terminando o movimento no mesmo ponto, ou aplicando a parte activa (pêlos) da escova a 45 graus com o plano da gengiva que contorna os dentes, rodando-a de seguida cerca de 180 graus, afastando-a e rodando outros 180 graus no sentido oposto por forma a aplicá-la de novo no plano da gengiva que bordeia os dentes a 45 graus, e assim continuadamente, tal e qual um remador a manejar o ser remo. Todas as faces do dente tem de ser escovadas, pois mesmo a zona que não está exposta ao “público” também faz parte do dente pelo que não está imune às cáries e tem que ser escovado.
 
Negligenciar a zona das gengivas
            Também tem que ser abrangida pela escovagem e, se sangrar ligeiramente, significa que não está a executar uma escovagem eficaz, pelo que deve aperfeiçoar a sua técnica. Insistindo na escovagem dessa porção de gengiva.
 
Escova de dentes “eterna”
            Deve trocar de escova quando os pêlos estiverem desalinhados ou deformados, e tal varia de pessoa para pessoa, o que pode variar em média entre 3 ou vários meses por ano.
            Para uma maior conservação da sua escova deve evitar lava-la com jacto de água muito quente e também colocar a parte activa (pêlos) no sentido do jacto de água e nunca virados para o jacto.
 
Não escovar a língua
            Pode parecer estranho mas ao escovar suavemente a língua, estará a remover as bactérias e a promover o bom hálito.
 
“Saltar” a escovagem nocturna
            Faz mal, faz! A placa bacteriana acumula-se, favorecendo o aparecimento das cáries e das doenças das gengivas. É quanto a nós a escovagem mais importante do dia.
 
Partilhar a escova de dentes
            Ao fazê-lo está, igualmente, a partilhar bactérias. A escova de dentes é pessoal e intransmissível. Já existem, no mercado, escovas de dentes descartáveis, para situações de emergência. Nesta situação enquadramos a forma usual de meter as escovas à ”molhada” dentro de um copo de água nos quartos de banho.
 
Comer doces entre as refeições  
            Erro crasso, que potencia o aparecimento das cáries dentárias, já que os açúcares são o combustível preferido pelas bactérias da placa bacteriana que, ao degradarem os dentes, estão a produzir ácidos que destroem o esmalte e as restantes estruturas do dente.
 
Esperar que surja a cárie
            Deve-se consultar o Médico Dentista de forma regular – pelo menos de seis em seis meses – pois é a única forma de detectar atempadamente as cáries e os problemas das gengivas, numa fase em que o tratamento é mais fácil, rápido, indolor e menos dispendioso.
 
AS CRIANÇAS E OS DENTES
 
 
 
 
 
            Qualquer pai que se preze deve preocupar-se em incutir os filhos hábitos correctos de higiene oral. Assim, é aconselhável que a primeira visita ao Médico Dentista/Estomatologista tenha lugar entre os seis e oito meses de vida.
            Uma boa higiene oral impõe-se desde o aparecimento dos primeiros dentes. A primeira dentição ou “de leite”, apesar de temporária, prepara o terreno para a erupção dos dentes definitivos e não pode ser descurada. Assim, esfregue os dentes, a parte interna da boca e a língua da criança com uma compressa embebida em água fervida. Também pode utilizar uma escova “júnior” e de pêlo macio, procedendo a uma lavagem delicada, uma vez ao dia, e aplicando uma quantidade mínima de pasta de dentes. A criança deve cuspir o excesso de pasta que fica na boca, e enquanto não for capaz de o fazer, os adultos devem remover os resíduos com uma compressa. A escova deve ser substituída entre 3 a 4 vezes por ano, dependendo a frequência do seu estado e deformação.
 
Da técnica às guloseimas
            A partir dos dois anos a escovagem deve ser feita duas vezes ao dia – de manhã e ao deitar. Até aos seis ou oito anos os pais devem supervisionar a tarefa, altura em que os mais pequenos já conseguem lavar os dentes adequadamente. A quantidade de pasta a aplicar na escova deve continuar a ser mínima, não ultrapassando o equivalente ao tamanho de uma ervilha. Também deverá ser ensinado à criança como utilizar o fio dentário para limpar os espaços entre os dentes.
            A par de uma higiene oral adequada, a alimentação deve ser equilibrada e o consumo de doces limitado ao mínimo. O perigo não é o doce de vez em quando no final das refeições, mas sim as guloseimas e os “petiscos” ao longo do dia.
 
Importância do flúor
            O flúor ajuda os dentes a serem mais resistente, tornando o esmalte imune à acção das bactérias. No entanto, não deve cair no exagero e, se a pasta da criança é fluoretada, é dispensável a suplementação de flúor sob a forma de comprimidos ou de gotas. É que a administração excessiva deste mineral pode provocar o aparecimento de pequenos pontos brancos nos dentes, se estes ainda estiverem em formação (em crianças com idade inferior a seis anos).
 
 
 
* Extraído do “Guia de higiene oral” da Pfizer Consumer Healthcare
 
 
publicado por clinicadrsilvioribeiro às 16:18

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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

BRANQUEAMENTOS DENTÁRIOS

 

BRANQUEAMENTOS DENTÁRIOS - INTRODUÇÃO

 

Destina-se este tratamento a tornar mais claros os dentes naturais, vitais e não vitais, de acordo com uma escala colorimétrica universal, afim de os tornar esteticamente mais agradáveis.

Recorre-se essencialmente ao uso de dois produtos que são o Peróxido de Hidrogénio e o Peróxido de Carbamida, estando este último a cair em desuso. Os peróxidos são usados com diversas concentrações, conforme se destinem ao uso ambulatório (ou caseiro controlado periodicamente em consultório) ou ao uso em sessão no consultório médico.

Estes produtos produzem sempre uma certa desmineralização da camada externa (esmalte e/ou dentina) dos dentes, que uma vez concluida a aplicação dos produtos irá ser reposta.

Os dentes podem sofrer várias alterações de cor por toda a superfície, caso do uso excessivo de certos produtos alimentares pigmentados habituais na dieta da pessoa ou mesmo certos vícios, tais como, o tabagismo, o uso frequente de chá, infusões, café, vinho, etc, isto quando a proveniência da alteração da cor do dente se deve a causas externas.

Contudo também podem surgir casos de alteração de cor ou manchas por questões de origem interna, como a ingestão de determinados medicamentos (tetraciclinas p.ex.), traumatismos com derrame de sangue cuja alteração da hemoglobina, vai depositar de forma intrínseca, na dentina, os pigmentos ferrosos resultantes da sua degradação, ou mesmo por excesso de aporte de fluoretos produzindo nos dentes manchas castanhas normalmente  designsdas por fluorose.

Quando a alteração da cor é acentuada num dente com TER - Tratamento Endodôntico Radical (vulgar desvitalização), embora se possa tentar o branqueamento interno e externo do dente o resultado quase nunca é satisfatório na totalidade dos casos. Assim estando indicadas coroas ou facetas cerâmicas para de uma forma definitiva resolver o problema da cor alterada do dentes.

Do mesmo modo quem tiver múltiplas restaurações estéticas (a compósitos ou compómeros), poderá ter de as substituir no fim do branqueamento, pois o comportamento da estrutura das restaurações não é o mesmo que o da estrutura natural do dente.

Também devemos ter em conta que os branqueamentos, não são para toda a vida, e a frequência de sessões de branqueamento de individuo para individuo dependendo do tipo dos constituintes dos dentes de cada um e dos seus hábitos alimentares e vicíos que tiver.

Há fundamentalmente três métodos de branquear os dentes:

- Um o ambulatório, que se faz por intermédio de goteiras aliviadas nas faces vestibulares, que tranportarão o material branqueador aos dentes a branquear durante um certo tempo, que deve ser controlado em consultório, durante o processo de branqueamento;

- Outro no consultório, em sessão na qual o produto é aplicado nos dentes, depois de devidamente protegidas as gengivas e por fim activado por luz de preferência fria (LED's);

- Há ainda outro que é por assim dizer a junção dos dois métodos anteriores, isto é, utilização de goteiras transportadoras do produto branqueador que será activado pela luz.

 

 

BRANQUEAMENTO POR GOTEIRAS - SEM RECURSO A LED'S:

 

Um caso nosso:

 

Modelos prévios das arcadas a branquear:

 

 

  

 

 

Aplicação do produto por vetsibular das coroas para criar espaço na goteira de forma a que esta transporte o produto branqueador aos dentes: 

 

 

 

Um aspecto das arcadas com o produto de alívio: 

 

 

 

Aspecto da fabricação da goteira em máquina de vácuo, que consiste no aquecimento de placas acrilicas de determinada espessura, tornando-as moldávei, e que ao serem succionadas pelo sistema da máquina vão tomar a forma do modelo do paciente: 

 

 

 

Aspecto da placa acrílica depois de succionada sobre o modelo: 

 

 

 

O processo que anteriormente se descreveu para o modelo inferior é agora repetido para o modelo superior:  

 

 

 

 

 

 

Aspecto lingual da delimitação a vermelho para o corte afim de obtermos as goteiras finais: 

 

 

 

Aspecto vestibular da delimitação a vermelho do conjunto das duas arcadas: 

 

 

 

Aspecto final das goteiras: 

 

 

 

Material  de branqueamento (Peróxido de Hidrogénio) a usar em abulatório e respectiva escala colorimétrica:

 

 

 

Apreciação da cor inicial - A3,5 no canino: 

 

 

 

Cor A3 nos restantes dentes:

 

  

8 dias após o inicio do branqueamento em ambulatório. Controle no consultório:

 

  

Nos incisivos já foi atinginda a cor A1 (a ligeira mancha horizontal nos incisivos centrais é uma situação intrínseca aos dentes): 

 

 

Aspecto final aos 15 dias, nota-se uma melhoria franca da cor dos dentes. É de ter em conta que o efeito do material aplicado ainda vai continuar por cerca de um mês:

 

 

 

 

 

  

 

 

  

Aspecto do sorriso final - doente satisfeita:

 

 

 

 

BRANQUEAMENTO POR LED'S:

 

Um caso nosso:

 

Aspecto inicial das arcadas a branquear: 

 

 

 

Após isolamento dos lábios com um protector labial, análise da cor inicial, com escala "Vita":

 

 

 

Chegamos à conclusão tratar-se de um "A3": 

 

 

 

Aspecto após isolamento da gengiva marginal com silicone fotopolimerizável: 

 

 

 

Aspecto das arcadas após a aplicação da primeira dose de Peróxido de Hidrogénio a 35%:

 

 

 

Aspecto dos intrumentos e mesa operatória:

 

 

 

Aspecto da activação do Peróxido de Hidrogénio com a luz LED (atender à protecção ocular):

 

 

 

Aspecto no final da sessão que foi constituida por 3 aplicações sequenciais de Peróxido de Hidrogénio que foram activadas durante 10 minutos pela luz LED, sob a observação do médico e assistente. De notar que mesmo perante um bom isolamento a gengiva marginal aparece-nos com alguma alteração de cor, que um a dois dias depois recupera completamente, sem qualquer medicação:

 

 

 

Aspecto da tonalidade final conseguida que no caso foi "B1", uma das cores mais claras da escala:

 

 

 

Após 8 dias, um aspecto excelente, apesar de existirem restaurações a composito nos dentes centrais e não ter havido qualquer alteração das mesmas, o que nem sempre acontece. Doente satisfeita:

 

 

 

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 18:03

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Sábado, 31 de Maio de 2008

DISCIPLINAS DENTÁRIAS - INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

 
Para a resolução dos Casos Clínico ou Tratamentos é necessário entramos em conta com três factores essenciais:
  1. RECURSOS ESTRUTURAIS DAS INSTALAÇÕES;
  2. RECURSOS HUMANOS;
  3. DOMÍNIO DAS PRINCIPAIS DISCIPLINAS DE MEDICINA DENTÁRIA POR PARTE DE QUEM TRATA.
1. RECURSOS ESTRUTURAIS DAS INSTALAÇÕES:
   
Este assunto já foi tratado exaustivamente na - DESCRIÇÃO DA CLÍNICA - pelo que aqui limitar-nos-emos à laia de memorando a recordar a planta das instalações e alguns aspectos internos.
 
 
  
 
 
 
 
 
 
2. RECURSOS HUMANOS PARA OS CUIDADOS ORAIS:
 
 
A quem compete cuidar da Saúde Oral?
  • PESSOAL MÉDICO:
          - Médico Dentista/ Estomatologista;
          - Cirurgião Maxilo-Facial.
  • PESSOAL PARAMÉDICO:
          - Assistente dentária;
          - Higienista Oral;
          - Prostodontista;
          - Terapeuta da Fala.
 
 
3. PRINCIPAIS DISCIPLINAS DE MEDICINA DENTÁRIA:
 
 
Muitas vezes consideradas Sub-Especialidades da mesma Medicína Dentária.
  • Medicina Oral;
  • Imagiologia;
  • Medicina Preventiva;
  • Dentisteria Operatória;
  • Endodontia;
  • Periodontia;
  • Cirurgia Oral;
  • Oclusão;
  • Ortodontia;
  • Prótese;
  • Medicina Dentária Forense.
O REGRESSO ÁS ORIGENS
 
HIPÓCRATES, Médico Grego, nascido na ilha de Cós em 460 a.c., considerado o "Pai da Medicina" actual , a quem se deve o ainda hoje " JURAMENTO DE HIPÓCRATES", sintetizou por assim dizer, em apenas três breves palavras todo o sentido desse juramento, que qualquer prático clínico deve ter sempre presente no seu exercício:
  
 "Primo non nocere" ( do latim) - Primeiro não causar dano.
 
 
MÉDICO vs DOENÇA
 
Toda a DOENÇA, ou falta de saúde, enfermidade, moléstia, sofrimento, mal, derivado latim dolentia, donde deriva também dolére, "o sentir dor", necessita que lhe seja feito  o DIAGNÓSTICO, palavra constituida pela junção de dia,  que exprime a ideia de através de, por meio de, que vem da palavra gr. diá, com o mesmo significado, mais a palavra gnóstico que deriva do termo gr, gnstikós com o significado " que conhece a natureza divina", já que os deuses da altura governavam tudo, conforme a crença politeista que então reinava na antiguidade. 
        
Assim temos:
 
1.   - DOENÇA;
2.   - CONSULTA MÉDICA:
         a.   - HISTÓRIA CLÍNICA - Colheita do conjunto de:
                                                         SINAIS e SINTOMA,
         b.   - EXAME OBJECTIVO ou FÍSICO,
         c.   - EXAMES COMPLEMENTARES DE DIAGNÓSTICO;
3.   - DIAGNÓSTICO;
4.   - TERAPÊUTICA ou PLANO DE TRATAMENTO;
5.   - PROGNÓSTICO.
 
 
Frase Chave:
MEDICINA PREVENTIVA vs MEDICINA CURATIVA!..
 

 

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 18:25

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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

I - MEDICINA ORAL - INTRODUÇÃO

 

MEDICINA ORAL
 
 
Cuida de diferenciar as patologias de carácter puramente cirúrgico ou apenas medicamente tratáveis, dedicando-se ao tratamento destas últimas ou a complementar as primeiras. Devemos ter em conta que existem patologias puramente do âmbito das estruturas orais e outras lesões de manifestação oral que são sinais ou sintomas de patologias à distância ou do foro geral.
 
PATOLOGIAS ORAIS
 
A Saúde Oral é indiscutivelmente um elemento decisivo no bem estar geral das populações e a atitude de compartimentalização, que envolve uma visão da boca numa perspectiva não holística, ou integrada, é causa de impactos negativos e, por vezes permanentes na saúde geral dos indivíduos, consequentemente, na sua qualidade de vida.
 
SINTOMATOLOGIA MAIS COMUM: 
                                                    - Sensibilidade; 
                                                    - Dor; 
                                                    - Tumefacção; 
                                                    - Mobilidade dentária;
                                                    - Empactação alimentar;
                                                    - Halitose;
                                                    -Ter sempre em conta que muitas das doenças orais evoluem de uma forma ASSINTOMÁTICA, e quando os sintomas surgem, estamos já num estado de grande evolução da doença, senão mesmo terminal. 
 
As doenças orais são as doenças crónicas mais comuns.

As doenças orais têm uma vasta variedade que, segundo a nossa experiência, passamos a enumerar:
 
01 - DOENÇAS DOS DENTES PROPRIAMENTE DITOS:
        - Cárie;
        - Abrasão;
        - Erosão;
        - Abefração;
        - Retensão dentária;
        - Inclusão dentária;
        - Fluorose dentária;
        - Alteração da cor: 
                                        - Intrínseca e
                                        - Extrinseca;
        - Alterações da forma;
        - Alteração do número;
02 - DOENÇAS DOS TECIDOS DE SUPORTE DENTÁRIO:
        - Placa bacteriana;
        - Cálculo (Tartaro);
        - Periodontopatias:
                                        - Gengivite;
                                        - Periodontite;
                                        - Doença Periodontal;

03 -TRAUMATISMOS ORO-DENTÁRIOS:
        - Internos e
        - Externos;
04 - DISTURBIOS ORTODONTICOS OU DENTO-MAXILO--ORTOPÉDICOS:
        - Classe I;
        - Classe II: 

                         - Divisão 1 e

                         - Divisão 2;
        - Classe III de Angel.
05 - DISTURBIOS DA OCLUSÃO:
        -Cerramento;
        -Bruxismo;
06 - DISFUNÇÕES DA ARTICULAÇÃO-TEMPORO-MAXILAR:
        - Distúrbios Neuro-Musculares;
        - Subluxações;

        - Luxações;
        - Artroses;

        - Anquiloses;
07 - PATOLOGIAS DAS GLANDULAS SALIVARES:
        - Litíase;
        - Xerostomia;
        - Sialorreia;
08 - LESÕES DAS PARTES MOLES:
        - Mucosa;
        - Musculares;
09 - LESÕES DAS PARTES DURAS ( OSSEAS ):
        - Por adição ( Torus);
        - Por Subtracção ( Quistos );

10 - LESÕES VASCULARES:
        - Angiomas;

        - Aneurismas;
        - Varizes;
11 - LESÕES NEUROLÓGICAS:
        - Parestesias;
        - Parelisias;
12 - MANIFESTAÇÕES ORAIS DE OUTRAS DOENÇAS;
13 - MANIFESTAÇÕES EXTRAORAIS DE PATOLOGIAS ORAIS;
13 - LESÕES IATROGÉNICAS;

14 - DISPLASIAS E NEOPLASIAS ORAIS:
15 - CANCRO ORAL.
  

Todas estas doenças com nichos de prevalência considerável, constituindo-se por isso, um importante problema de Saúde Pública.
 

Qualquer estrutura do Aparelho Estomatognático pode apresentar patologias, contudo as que mais ocorrem e são também as que mais significado representam para as pessoas são as PERDAS DENTÁRIAS que podem ocorrer de três formas:

                                                       1- Por CÁRIE;
                                                       2- Por DOENÇA PERIODONTAL;
                                                       3- Por ACIDENTE.
 

Há uma vasta série de patologias, dentro desta área, que passaremos a enumerar e a exemplificar de uma forma sistematizada de acordo com uma outra classificação que nos pareceu aceitável para a caracterização das mesmas patologias, como se segue:
 
CLASSIFICAÇÃO (*)
 
01 - INFECÇÕES DA MUCOSA ORAL.
02 - ULCERAÇÕES ORAIS RECIDIVANTES.
03 - A LÍNGUA E OS LÁBIOS.
04 - MANIFESTAÇÕES ORAIS DAS DERMATOSES:
                                         - A) LIQUEN PLANO.
                                         - B) DOENÇAS BOLHOSAS
.
05 - PATOLOGIA ENTERO-CÓLICA:
                                        - A) RECTOCOLITE ULCERO-HEMORRÁGICA.
06 - HEMOPATIAS E ALTERAÇÕES NUTRICIONAIS:
                                        - A) ANOMALIAS VASCULARES.
07 - LESÕES IATROGÉNICAS DA MUCOSA ORAL.
08 - DESENDOCRINIAS.
09 - LEUCOPENIAS E LESÕES CONEXAS.
10 - PROLIFERAÇÃO DE ORIGEM INFLAMATÓRIA E NEOPLÁSICAS.
11 - LESÕES NÃO TUMORAIS DAS GLANDULAS SALIVARES.
12 - ANOMALIAS DENTÁRIAS.
13 - LESÕES ÓSSEAS NÃO INFLAMATÓRIAS E NÃO TUMORAIS.
 
(*) Conteúdo extraído do livro "ATLAS A CORES DE SEMIOLOGIA ORAL" de William R. Tydesley.
 
    

 

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 18:48

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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

MEDICINA ORAL - 01 - INFECÇÕES DA MUCOSA ORAL

 Há uma vasta série de patologias, dentro desta área, que passaremos a enumerar e a exemplificar de uma forma sistematizada de acordo com uma outra classificação que nos pareceu aceitável para a caracterização das mesmas patologias, como se segue:

 
CLASSIFICAÇÃO (*)
 
01 - INFECÇÕES DA MUCOSA ORAL.
02 - ULCERAÇÕES ORAIS RECIDIVANTES.
03 - A LÍNGUA E OS LÁBIOS.
04 - MANIFESTAÇÕES ORAIS DAS DERMATOSES:
                                            - A) LIQUEN PLANO.
                                            - B) DOENÇAS BOLHOSAS
.
05 - PATOLOGIA ENTERO-CÓLICA:
                                           - A) RECTOCOLITE ULCERO-HEMORRÁGICA.
06 - HEMOPATIAS E ALTERAÇÕES NUTRICIONAIS:
                                           - A) ANOMALIAS VASCULARES.
07 - LESÕES IATROGÉNICAS DA MUCOSA ORAL.
08 - DESENDOCRINIAS.
09 - LEUCOPENIAS E LESÕES CONEXAS.
10 - PROLIFERAÇÃO DE ORIGEM INFLAMATÓRIA E NEOPLÁSICAS.
11 - LESÕES NÃO TUMORAIS DAS GLANDULAS SALIVARES.
12 - ANOMALIAS DENTÁRIAS.
13 - LESÕES ÓSSEAS NÃO INFLAMATÓRIAS E NÃO TUMORAIS.
 
(*) Conteúdo extraído do livro "ATLAS A CORES DE SEMIOLOGIA ORAL" de William R. Tydesley.
 
 

 

Estomatite de primo infecção herpética

Estomatite de primo infecção herpética

 

Estomatite de primo infecção herpética

Estomatite de primo infecção herpética

 

Estomatite de primo infecção herpética

Estomatite de primo infecção herpética

 

Estomatite de primo infecção herpética

Estomatite de primo infecção herpética

 

Herpes facial recidivante

Herpes facial recidivante

 

Herpes facial recidivante

 

Zona

 

Candidiase aguda pseudomembranosa

Candidiase aguda pseudomembranosa

 

Candidiase muco-cutânea

Candidiase muco-cutânea

 

Unha do paciente da fig. anterior - Onicomicose

Unha do paciente da fig. anterior - Onicomicose

 

Candidose aguda atrófica

Candidose aguda atrófica

 

Estomatite protética

Estomatite protética

 

Queilite do epicanto labial (boqueira)

Queilite do epicanto labial (boqueira)

 

Cifilis primário

Sífilis primária

 

Cifilis Secundário

Sífilis Secundária

 

Cifilis terciário - gomo

Sífilis terciária - gomo

 

Cifilis congénito

Sífilis congénita

 

Cifilis congénito - Molar de Moon

Sífilis congénita - Molar de Moon

 

Tuberculose

Tuberculose

 

Ulcera tuberculosa

Úlcera tuberculosa

 

Estomatite estreptocócica

Estomatite estreptocócica

 

Gengivite Ulcero-necrótica aguda

Gengivite Ulcero-necrótica aguda

 

publicado por clinicadrsilvioribeiro às 16:56

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